Tempos cinzas sob as massas cinzentas

 

A visão está embaciada

Há muita neblina, geada, gente fria

 

A previsão é de se enxergar no máximo um muro pela frente

A audição está comprometida, o discurso de ódio se prolifera

E uma pessoa outra não enxerga, só fere, só fera

 

A memória está enfraquecida, velhas histórias, novos cenários

A plateia se surpreende com o mesmo fim de sempre

As emoções estão estarrecidas

No inverno, congeladas, no verão, fritas

 

A sensação trépida é fortemente percebida

Nas áreas mais desprotegidas

 

A fala está adoecida na falácia

Do Planalto da temporalidade

E, ao que parece, isto é fruto de uma corrente de ar

Que se arrasta por todo o mundo

 

 

Causando baixa humildade e temperaturas explosivas

A previsão é de pancadas de chuva ácida em áreas desoladas

 

Cuidado! Se nuvens carregadas de choro forte pairarem no ar

Não abra um guarda choro

Tome banho de chuveiro, se der, de chuva, de cachoeira e de

rio

 

Cuide-se para suportar as altas e baixas temperaturas

Agasalhe-se de outra pele, caso sinta frio

Retire peças, se começar a suar

Tenha brio

 

Diante de tempestade, trovoada, furacão

Cubra-se de gente que acredita em primavera

Elas verão.

 

 

Texto: Danielli Cavalcanti
Foto: Kalen Emsley

 

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