Pedalando até o mar

Algumas coisas que fazemos orgulham desde a nossa mãe até as próximas gerações. Para mim, uma delas foi participar dois dias da viagem com o projeto Pedalando sem idade.

Saímos de Kolding, no dia 8, pedalamos por algumas cidadizinhas, campos e no caminho para bicicletas pelas auto estradas. Dormimos em Haderslev. No outro dia, seguimos para Ribe, também com paradas em alguns lugares, dormimos lá. O pessoal seguiu, então, viagem para o nosso destino final, a ilha Røm.

Eu, infelizmente, não pude continuar, pois desde a madrugada estava com migrena. Sim, tomo remédio específico, a dor fica mais amena, mas continuo enjoada e todos os sentidos ficam muito aguçados, sem falar no cansaço que parece até que passei o dia descarregando um caminhão de saco de farinha. Se você não tem crises de migrena, não a compare com uma dor de cabeça que pode ser aliviada com um paracetamol. Já ouvi muito que tenho que aprender a conviver com essa dor. E isto me doi, porque não tenho forças para “aprender a conviver com ela”.

O caminho da compreensão, não o da comparação, é o que acolhe e acarinha.

Mas eu quero falar mesmo é da experiência em participar desta viagem!

Bem, durante todo o percurso, havia uma atmosfera de alegria, cooperação, cuidado, carinho, consideração contagiantes. Tínhamos muita satisfação em estar ali. Éramos 37 pessoas entre passageiras (moradoras de asilos de Kolding e um casal que mora em sua própria casa), nós pilotas, quatro pessoas da coordenação e o motorista do ônibus, que nos levaria de volta de Rømø para Kolding.

Quando passávamos pelas ruas, as pessoas acenavam e nos desejavam uma boa viagem. Isto vinha como uma bateria extra para a bicicleta e para o coração.

Um dos momentos mais emocionantes foi o passeio pelo Parque dos animais e pela floresta, em Haderslev. O cheiro do verde, o canto dos passarinhos, as diferentes formas de vida eram um presente para nos concientizar de como a vida pode ser breve e quão importante é vivê-la em sua plenitude.

Skoven

Na hora do jantar, cantávamos músicas que tinham a ver com bicicleta ou com a vida. Essas pessoas andaram de bicicleta a sua vida todinha e merecem continuar andando, por isto também, acho este projeto tão lindo!

Em tudo que fizemos nesse passeio, senti a vida ser celebrada com muito respeito, admiração e alegria! E fico muito feliz em ter podido participar dele.

Assim seja, saúde, Corações!

Vídeo do primeiro dia!

Fotos na ilha Røm. Na última foto dessa reportagem, na verdade, estou eu. Ali estávamos na floresta!

 

P.S.: Recebi de uma amiga este link sobre enxaqueca, caso alguém também sofra desse mal como eu. 😦

 

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