É sempre outono na migração

Este é o poema que deu nome ao meu livro “É sempre outono na migração”

 

Transposição

Entre fronteiras geográficas

E estações biográficas

Entre coloração, exposição, fomentação

É sempre outono na migração

 

Transformação

Entre o tempo e as paisagens

E custosas passagens

Entre validade, vaidade e asseveração

É sempre outono na migração

 

Introspecção

Entre imagens e linguagens ditando o rito

Vai-se adaptando o grito

Em sobreposição, justaposição, contraposição

É sempre outono na migração

 

 

Danielli Cavalcanti

Foto: Tâmera Benz

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