Do olhar latino-americano

O primeiro idioma a molhar a língua

Faz morada no coração

Os demais invadem o corpo

O do país residente é um exercício de yoga

 

Quem construiu castelos na areia do além-mar

Tem as mãos sempre sujas de terra

Apesar de estar sempre (se) limpando

 

Os ouvidos despertam-se com sotaques e achaques

Corpos transfronteiriços, entre vôos e baques,

Transformam seus caminhos

 

Podem-se contemplar o mundo por diversas lentes

Estonteados ficam os olhos alumiados de Norte

Lacrimejados ficam aqueles banhados de Sul

Mas Greenwich não é o meridiano

Do olhar latino-americano

 

 

Danielli Cavalcanti

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