Todos os papéis do mundo

E eu tive as imensas surpresa e alegria de ser citada num post de P.R. Cunha, um escritor que as andanças litero virtuais me presentearam, quem eu admiro e acompanho os escritos pelo seu blog. Li seu premiado, lindo e instigante livro, Paraquedas – um ensaio filosófico. Já aguardo o segundo, como criança na manhã de aniversário! ❤

p. r. cunha

Já escrevi algumas vezes que este blogue iniciou-se depois de um período particularmente difícil de minha vida, e desenvolvera-se na esperança de conseguir desafogar, como se diz, tudo aquilo que eu estava a produzir em excesso, o material que ficava guardado dentro de gavetas acumulando poeira e a virar casa das traças.

Não havia, ou melhor, jamais houve qualquer interesse financeiro, ou demandas arbitrárias, ou sistema de trocas indecorosas, ou desejos por um número maior de leitores etc. Apenas um despretensioso distrair-se que no decorrer dos meses transformara-se num dos exercícios mais saudáveis e edificantes para a profissão que eu escolhera — a saber, escritor de literatura ficcional.

A jornada começou deveras tímida. Numa altura, só a minha mamã entrava aqui para ler as coisas que eu escrevia. E mesmo assim, com o único propósito — ela mesma confessou-me depois — de saber «se estava tudo bem, se o filhote…

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